Tudo o que você precisa saber antes de optar pelos jogos educativos para treinamento

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Os jogos educativos se tornaram tendência na última década, trazendo termos como Gamification (ou Gamificação), Serious Games, e m-Learning Games.

É fácil imaginar um profissional de treinamento muito empolgado quando pensa em lançar um jogo educativo, não é mesmo? Claro que sim! Jogos educativos passam a ideia de algo inovador, que vai atrair o público-alvo pois é lúdico, diferente e revolucionário. Mas você já pensou nos impactos da produção de um jogo educativo? A seguir falaremos sobre os diferentes formatos, e o que você precisa saber antes de decidir se vai ou não desenvolver jogos educativos. Vamos lá?

O conceito por trás dos jogos para treinamento

Os jogos educativos podem ser classificados por várias categorias, porém há duas diferenças básicas:

– Jogos Presenciais

Os jogos educativos presenciais representam a maior parte dos projetos de Gamification, que nem sempre precisam estar atrelados a treinamento. Neste modelo, a empresa estipula metas pré-definidas para que o jogo seja conduzido de maneira descontraída e orgânica, criando um ambiente experiencial que faz com que o profissional seja estimulado a pensar “fora da caixa”.

Há outras formas de jogos educativos que proporcionam ao colaborador uma vivência única a partir de atividades lúdicas, no entanto, diferente da Gamification, é organizado de maneira estruturada, visando desenvolver algumas competências bem específicas.

– Jogos Online

O termo Gamification também é usado para treinamentos online, porém na maior parte das vezes é erroneamente aplicado. A forma mais adequada a se referir a jogos virtuais com objetivos educacionais seria “Jogos Educativos”, porém termos como “Jogos para Treinamento” e “Games Educacionais” e suas variantes também estão corretos.

O termo “Serious Game” também se refere a um tipo de game online educativo. A expressão “sério” (serious) relaciona que o jogo é mais voltado para fins educacionais do que de entretenimento. Algumas empresas preferem o uso deste termo pois acreditam que a expressão “Jogo” ou “Game” poderia passar uma ideia mais informal. Via de regra não há problemas com a informalidade, mas infelizmente algumas empresas ainda insistem em evitar o uso de termos mais despojados e descontraídos.

Características dos jogos educativos

Independente se for online ou presencial, geralmente jogos educativos empresariais são colocados em prática dentro de um ambiente controlado e seguro para o colaborador vivencie seu aprendizado. Sendo assim, as respostas são previsíveis, pois o conteúdo é previamente estruturado para incentivar determinado comportamento, que posteriormente seja fruto de um questionamento e reflexão. Apesar do jogo proporcionar a experiência lúdica, seus objetivos devem ser bem claros e correlatos às suas atividades no ambiente de trabalho, pois somente assim cada participante poderá traduzir suas ações durante o processo e as consequências de cada decisão tomada, propiciando o aprendizado.

O conceito por trás dos jogos educativos

Os jogos educativos são baseados na estratégia de interação entre pessoas e empresas com base no oferecimento de incentivos que estimulem o engajamento do público de maneira lúdica.

Ou seja, tornar as atividades diárias em algo que se assemelhe com o conceito de gamification, já que, desta forma, o participante se sente mais motivado e engajado. E esse conceito é a base de uma das grandes tendências na educação profissional.

Eles são divididos em duas categorias: competitivos e cooperativos. E em ambas as modalidades, a ideia é gerar um maior engajamento do participante com a capacitação.

A problemática dos jogos educativos online

O grande desafio na implantação de jogos educativos online é que geralmente quem faz a contratação deste tipo de serviço se empolga com a ideia de implantar algo inovador, lúdico e que vai ter a atenção de todos. Mas alguns pontos devem sempre ser colocados na balança:

– A tecnologia

O brilho dos jogos educativos é muitas vezes é ofuscado pela dura realidade tecnológica. É possível implantar um jogo com a tecnologia disponível na empresa atualmente? Os computadores dos usuários possuem os pré-requisitos mínimos? A banda de intranet suporta o tráfego de informações acima da média de um e-Learning tradicional? Os computadores possuem os plug-ins auxiliares para o bom funcionamento do game? As políticas de T.I. preveem o uso dessa tecnologia e da instalação dos plug-ins auxiliares?

– A real aderência com o público

Imaginar que jogos educativos vão necessariamente serem atrativos para o público-alvo pode ser um ledo engano. Será que o jogo vai ser complexo o suficiente para ser interessante para o público? Em uma era em que a tecnologia evolui cada vez mais, será que vai ser possível fazer um jogo complexo o suficiente para se equiparar aos jogos de entretenimento disponíveis fora da empresa? Deve-se sempre pesar o esforço, e as expectativas de resultado final para ver se vale realmente a pena iniciar este processo.

– O prazo

Engana-se quem acredita que jogos educativos possui um prazo curto de desenvolvimento. E desconfie se o fornecedor prometer isso. Se o jogo é customizado, pensou-se adequadamente nas variantes, na complexidade mínima necessária, na amarração lógica com objetivo bem definido, então vai ser sim mais demorado para ser desenvolvido. Deve-se contar prazos de: arquitetura do jogo, design, testes, levantamento de informações com o cliente e validações detalhadas, além de implantação complexa. O prazo médio mínimo pode chegar de 6 meses a 1 ano, sendo que pode tranquilamente ultrapassar isso. Será que quando ficar pronto ainda fará sentido tê-lo?

– O custo

Como é um trabalho de alta complexidade, desconfie de custo baixo. Lembre-se que o fornecedor terá que ter mão de obra especializada durante todo o tempo que o projeto durar, e isso não vai ser barato para ele. Você acha que ele vai querer sair no prejuízo?

– As variáveis e as fases de teste

Um jogo que tenha o mínimo de complexidade necessariamente exige uma grande gama de variáveis, que devem ser previamente pensadas. Imaginou ajudar o fornecedor a esclarecer dúvidas de cada uma delas?

– A energia gasta

Imagine que não vai ser só a energia da consultoria que estará envolvida no projeto, mas a sua, do seu time e das áreas clientes, que deverão sempre esclarecer dúvidas das variáveis do jogo, e se elas farão sentido no dia a dia do aluno. Pense também no tempo gasto em testes, análises de viabilidades internas e cumprimento das fases de implantação.

– A implantação

Engana-se quem acredita que depois que quando os jogos educativos ficam prontos podem ser imediatamente implementados. Deve-se ver se o que foi previsto na fase de testes funcionará na prática, se funcionará em todos os computadores e não apenas nos que foram usados na experimentação. É geralmente uma tarefa árdua e com grandes chances de imprevistos.

– A maior probabilidade de erros

Imagine que um jogo está repleto de variáveis, cada ação do aluno leva a uma árvore de decisão, cada decisão leva a outras decisões. Será que todas as variáveis estarão imunes de erros? Na verdade, podem até estar, mas a probabilidade de erros estarem presentes são maiores. Isso exige necessariamente uma fase de testes robusta.

– Podem ficar obsoletos para a empresa

Há ainda o risco investir tempo e dinheiro em algo que pode ficar obsoleto em anos ou meses. O cenário pode mudar drasticamente e os desafios serem outros. E o dinheiro e tempo que foram investidos nos jogos educativos valerão a pena?

Além disso, há a possibilidade de se investir dinheiro, tempo e energia (sua e de todos os envolvidos) e quando o jogo for lançado o público falar. “Nossa, que joguinho simples!” Lembre-se, a tecnologia avança e competir com jogos de entretenimento de alta tecnologia, pode ser um tiro no pé.

Alternativas eficientes

Apesar dos pontos mencionados, os jogos educativos têm seu valor dentro da educação profissional. Eles podem ser muito úteis quando as necessidades não são latentes e urgentes. Mas como sabemos, o processo de treinamento nem sempre possui esse tempo e recursos, então alternativas eficientes, mais baratas e que demoram menos tempo para serem entregues são sempre bem-vindas, principalmente se tiverem uma eficácia semelhante ou superior. Os treinamentos em vídeo ainda são uma das formas mais interessantes de se trabalhar o treinamento e desenvolvimento de pessoas, mas ainda podem existir outras alternativas eficazes nesse ambiente em que pluralidade é sempre a melhor resposta.

Portanto, se você está procurando uma alternativa tão eficiente quanto os jogos educativos, é sempre bom ter uma grande gama de ferramentas que sempre lhe permita entregar as melhores atividades de desenvolvimento profissional para seus colaboradores. Acredite nisso e tenha sucesso!